quinta-feira, 4 de março de 2010

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

O fim

Bom, percebendo hoje o rumo que as coisas tomaram hoje em dia diante da internet, sobretudo da falta de privacidade consentida de hj em dia, encerro as atividades do meu blog. Foi criado para expor meus pensamentos, em 2005. Em 2006, os pensamentos se voltaram a textos nascidos de uma inspiração de minha época de espírito, e hoje, meus textos (bem mais escassos) vão ficar apenas em meu pc. Sim, farei um esforço para que eles tenham um sabor daquela época, embora os tempos hoje sejam difícieis... Não vou apagar nenhuma postagem. Mas aqui se encerram minhas lamúrias, minhas reclamações (que são muitas e desviaram o conteúdo original anterior) e feliz ou infelizmente, acabou-se o lamento do Rodrigo Pacheco. Vou respirar fundo e ver o que o dia tem de bom. Escrevi na ultima postagem que eu ja não tinha mais amor para recomeçar... pois bem, esse então é um novo momento, e eu vou ter q descobrir sozinho.
Valeu por que esbarrava por aqui de vez enquando...

domingo, 3 de maio de 2009

...

Ainda não sei se o que vai sair daqui é mais um texto sem sentido ou alguma reclamação constante de minha breve e interminável vida... Parece que as pessoas estão se envolvendo menos em relacionamentos... Parece que uma carícia expontânea não faz mais sentido pra ninguém, por que tem tanta gente com tanto medo que todo mundo hoje em dia tem uma muralha construída à frente de seus sentimentos...
Parece que quanto mais eu busco alguém ao meu lado que me admire, que esteja do meu lado sempre, que eu possa me dar por completo, mais eu afasto isso da minha vida...
Não sei mais se a questão de idade influencia algo...
Só sei que a cada dia eu vou ficando mais e mais morto diante de uma época em que pequenas coisas não são mais valorizadas...
Quanto mais eu procuro algo que vá tirar meu fôlego, mais vem aquela sensação de que eu tenho é que ficar sozinho, por que nenhum relacionamento é completo... não como eu gostaria...
Eu sempre me permito, embora sempre exista a história para dizer que tudo sempre vai ser da mesma forma...
Sigo com a esperança dos corações partidos que um dia vão cicatrizar... Tenho fé, embora ja esteja bem mais cansado do que gostaria de estar...
Seguindo adiante sempre...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Só uma observação para o fim de tarde...

As vezes se acelera, as vezes se freia... Tem hora que se sai correndo em disparada, mas logo adiante pára bruscamente sem qualquer razão... E assim também eu vou indo, sempre atrás... pq quando eu ia na frente, eu sempre me perdia adiante, e quado voltava, nunca encontrava aquilo que estava junto a meu lado...

Sigo na paciência, no seu ritmo, Dando 30 enquanto recebo 30... dando 2 enquanto recebo 2... sem ir muito atrás... mas sem avançar nenhum centímetro à frente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pela janela...

Pela janela vejo aqueles tons amarelados se transformarem no azul... Pela janela também vejo que há um tempo atrás eu tinha coisas que hoje não me pertecem mais... E não são coisas materiais, ou concretas... mas uma parte da personalidade que eu tinha se foi...
Lembro do cara de 16 anos que estava descobrindo o sexo com a primeira namorada... Lembro que esta primeira namorada queria se entregar mais, entretanto era apenas uma criança...
Lembro das melodias de madrugada que escutava por uma garota confusa (e aliás, a primeira namorada foi de fato a única menina, dentre todas que eu fiquei, que sabia pelo menos o que queria, pois TODAS as outras sempre eram confusas...) e que até hoje fazem diferença, não por ser ela em si, mas pelas sensações únicas e indescritíveis de uma época em que minha realidade era bem diferente....
Lembro das duas funcionárias da loja do meu pai, e dessas, uma que fez uma diferença tremenda na minha vida... E não pelo tempo, mas pela forma em que conduziu as coisas... hoje, é tudo um passado trancado em uma pequena caixa de arrependimento, que ocupa um espaço, mas não atrapalha as minhas outras "caixas"...
Pela janela, lembro daquela época de 3 ou 4 anos que eu me dediquei a buscar um tempo que só existiu na minha cabeça, mas que foi tão real para mim quanto o teclado em que digito essas palavras, e me lembro que tantas músicas, tantos rostos e tantas palavras ficaram guardadas, desta vez em caixas maiores, mais pesadas e mais novas aqui dentro, e que vez ou outra se destampam e fazem correr no sangue novamente aquele tempo que só existe em meu universo paralelo.
Pela janela eu olho amores impossíveis que passaram e tiveram uma importância maior do que deveria ter sido em minha vida, e que me trancaram junto com todas as outras caixas que eu guardo com tanto zêlo, e que só agora consegui parar de reviver aquilo que ao mesmo tempo, tanto me fez bem e tanto me destruiu.
Pela janela, ainda exergo adiante uma possibilidade no campo pessoal, que pode ou não dar certo. Depende de um dos dois baixar a guarda, para que os beijos, que tanto são bons, ficarem melhor ainda sem os muros que nos cercam, e os quais nós mesmos erguemos em volta de nossos tão sofridos e marcados corações...
Mas ainda que haja certa esperança e certa estima nas coisas vividas e a viver, ainda tenho aquela sensação de que meus amores verdadeiros deixaram a vida antes que eu nascesse, e ainda tenho mais medo de me deixar perder por aqueles pequenos caminhos que levam a lugar nenhum, onde inevitavelmente, as caixas estarão lá, mais uma vez, sedutoras e prontas para que você as destampe e perca mais valiosos anos de sua vida revivendo as fotos, as lembranças, as músicas, os papeis de doces e as cartas que só foram entregues a si mesmo por si próprio...
Pela janela, há minha doce e insignificante crença de que sempre pode e será diferente, embora históricamente, a vida me mostrou que nas caixas sempre haverão os mesmos conteúdos, as mesmas histórias, as mesmas perdas... A mesma sensação de ter vivido tudo e ao mesmo tempo não ter tido nada, sem trocas, sem cumplicidade, e o que é pior, sem a sensação de ter cativado intensamente alguém, como tantas vezes, tantas o fizeram perder a cabeça...
E sigo olhando para a janela, onde o dia clareia a passos lentos, onde o amarelo vai ficando azul, e onde as lembranças e nostalgias são as únicas companheiras de momento, que me remetem àquele tempo em que tudo, extremamente tudo, era intenso e mágico....

sábado, 11 de abril de 2009

Dentre as savanas de ilusões ilógicas...

Há de se entender... não é muito fácil ser opção de alguém... não é fácil estar sempre na posição de psicólogo, e não de fantasma... Não é cativante ser o invisível do lado, ao invés do rapazinho dançando do outro lado da pista... Não faz sentido ser aquele que apenas escuta o desabafo, ao invés de ser o motivo do desabafo... Não é bom ser o bonzinho que te entende nas noites, ao invés de ser o cafajeste que você sabe a placa do carro de cor... Tem horas que ser o cara legal, o cara sensível, o cara amável, educado e sensato não faz a mínima idéia, visto que se quer ser o idiota que te faz perder as noites de sono, que te faz chorar de ódio e que faz esse ódio desaparecer quando se faz presente. É legal fazer surpresas, mas há momentos que a necessidade de ser o fantasma do passado é maior do que a esperança de ser o cara que você sempre procurou no futuro...
As vezes falta aquele olhar de "como você me machuca, mas como eu preciso de você na minha vida..."
AS vezes falta o fato de ser o imbecil que te tirou todos os sonhos ao invés do trouxa que te quer fazer sonhar novamente...
As vezes falta aquela sensação de que você de fato foi amado pelo menos uma vez na sua vida, ao invés de colecionar idas e vindas e uma vasta lista de amores pelos quais você "fez tudo o que pode para dar certo"...
As vezes falta o fato de que você frustrou alguém, ao invés de ter sido frustrado...
Mas paciência... ninguém sente falta de coisas que nunca teve, nunca fez ou nunca viveu...
Viver assim é como fazer um safari por entre as savanas da mente, onde você tem medo a cada barulho, a cada movimento ou a cada metro percorrido... Você sabe o perigo real que está correndo, mas só consegue ser a ameaça quando faltam poucos segundos do "agora é tarde demais..."
Acreditar, seguir em frente, ter segurança e mudar seu estilo de vida nesses casos é algo tão útil quanto ter a certeza de que é possível cozinhar um peixe debaixo d'agua....
Não existe uma vida perfeita para quem não se permite... e não existem pessoas que realmente se permitam hoje em dia... portanto, não há vida perfeita hoje em dia. Só resta a saudade de quando você ainda era inocente... Só resta o ódio contra a vida, que te tirou a inocência das piores e mais sádicas formas possíveis...
Pode parecer depressivo ou melancólico, mas viver assim, sem saídas é muito mais condenável do que correr atrás daquela luz que nunca vai chegar, por que está no fim do túnel. E francamente, é possível que você não tenha energias para chegar até lá... seja por desistência própria ou por medo do infinito descrito em tantas linhas de poesias e contos que te faziam ter um pingo sequer de ânimo a caminhar adiante...